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SUCATAS - Estudo faz diagnóstico do comércio atacadista de sucatas metálicas

Postado em: 19/11/2018

Setor reúne mais de 5 mil empresas, gera 42 mil empregos diretos e contribui para reduzir poluição ambiental; levantamento será divulgado no dia 23 de novembro durante a Waste Expo Brasil

O setor de comércio atacadista de sucatas metálicas reúne mais de 5 mil empresas no país, a maioria de porte pequeno e médio, e gera mais de 42 mil empregos diretos, conforme dados do Caged, do IBGE. No total, são cerca de 1,5 milhão de pessoas que vivem da coleta, transporte e comercialização de sucatas metálicas no país, a maior parte, cerca de 800 mil, catadores.

Os dados fazem parte de estudo da consultoria GO Associados, que atualizou dados de 2014 e foi concluído em novembro deste ano. Os principais números do levantamento serão apresentados no próximo dia 23 de novembro no seminário “A importância do mercado aberto de sucata ferrosa”, durante a Waste Expo Brasil, um dos eventos mais importantes voltado à gestão de resíduos sólidos.

O levantamento foi encomendado à GO Associados pelo Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa) e pelo Sindicato das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Sindinesfa). “O objetivo é termos um diagnóstico claro e atualizado do segmento e da sua importância para a economia, meio ambiente e geração de empregos do país”, afirma Clineu Alvarenga, presidente do Inesfa.

O setor atacadista de sucata ferrosa fornece uma das principais matérias-primas, a única reciclada, às usinas siderúrgicas para a produção de aço. As indústrias consumiram, no ano passado, 8,9 milhões de toneladas de sucata para a produção de aço, 6,4% a mais em relação a 2016, quando o consumo foi de 8,3 milhões, conforme números do Instituto Aço Brasil (IABr) citados no anuário estatístico de 2018. Desde 2014, início da crise econômica, quando a demanda chegou a 9,6 milhões de toneladas, até 2016, o consumo caiu, fruto da redução da produção de aço, recuperando-se em 2017. Neste ano, o consumo mensal é de cerca de 400 mil toneladas.

A mais recente Pesquisa Anual do Comércio (PAC), do IBGE, mostra que, em 2016, o comércio atacadista de resíduos e sucatas obteve receita operacional líquida de R$ 9,75 bilhões, queda de 2,2% em relação a 2015, quando chegou a R$ 9,97 bilhões.

Economia de matéria-prima e de energia

A utilização da sucata de ferro e aço pelas siderúrgicas propicia uma economia com outros materiais, além de ser menos prejudicial ao meio ambiente. Conforme a Agência de Proteção Ambiental Norte-Americana (EPA, na sigla em inglês), a reciclagem reduz a necessidade de utilização de matéria-prima bruta.

“A reciclagem de uma tonelada deste material (sucata de ferro) gera a economia de 1,115kg de minério de ferro, 625kg de carvão e 53kg de calcário. Isso significa que, em 2017, como houve um consumo de 8,92 milhões toneladas de sucata ferrosa, houve uma redução de 9,9 milhões toneladas de minério de ferro, 5,6 bilhões de toneladas de carvão e 470 mil de toneladas de calcário”, mostra o levantamento da GO Associados. (Ver Quadro 1)

Além disso, a reciclagem de sucata ferrosa permite uma redução no consumo de energia de até 75%. Os dados de mercado mostram que cada tonelada de aço obtida por fornos elétricos consome 1.700 kWh a menos do que dos altos fornos. Em 2017, a reciclagem de sucata de aço permitiu uma redução no consumo de energia de mais de 17,5 bilhões de kWh.  (Quadro 2).

“Apesar da importante contribuição do setor para a economia e ao meio ambiente, as empresas do comércio atacadista não dispõem de incentivos governamentais no âmbito federal, estadual e municipal”, afirma o presidente do Inesfa, Clineu Alvarenga. Faltam, segundo ele, linhas de crédito que estimulem a reciclagem e o ICMS cobrado do setor é injusto e desigual nos Estados.

Quadro 1
Ganhos relacionados ao menor consumo de material bruto em 2017


Elaboração: GO Associados.

 

Quadro 2
Economia de energia com a utilização de sucata para a produção de aço

 

Produção de aço bruto

(1.000 ton)

Aço bruto produzido a partir de reciclagem

(1.000 ton)

Economia de energia

(1.000 kWh)

2014

33.897

10.169

17.287.470

2015

33.256

9.977

16.960.560

2016

31.275

9.383

15.950.250

2017

34.371

10.311

17.529.325

Elaboração: GO Associados.


Programação Waste Expo Brasil

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Jornalista responsavel:
Julio Cesar Faria
Juliao Pitbull - MTB 53113

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