Olimpia 24 Horas

DOM MILTON KENAN JÚNIOR - Sobre a celebração do ´Mês Missionário Extraordinário`

Postado em: 07/11/2019

Queridos irmãos e queridas irmãs, A celebração do Mês Missionário Extraordinário ocorrido no mês passado (outubro 2019) com as visitas missionárias em alguns bairros das paróquias de nossa diocese despertou em nós a importância de atendermos ao apelo de Jesus para ir a todos para levar-lhes a boa nova da salvação.

Tratou-se de um momento importante do Projeto “Setorizar para Evangelizar” pois, a partir deste contato com as pessoas nos seus bairros podemos perceber o quanto é importante a presença da Igreja lá onde as pessoas vivem, convivem, trabalham, encontram-se, divertem-se, compartilham suas alegrias e suas dores.

Corremos, sempre, o risco de querer ficar à distância quando, ao contrário, somente a proximidade é que permite que o Evangelho deixe de ser uma teoria abstrata e tenha uma afeição concreta capaz de responder aos anseios e às necessidades das pessoas que tem sede e fome da Palavra de Deus (cf. Am 8,11).

A partir da visita, do encontro, da escuta, do interesse pelo bem do outro compreendemos que o mais importante de toda experiência missionária é “anunciar o amor de Deus revelado em Jesus Cristo, e partilhar a alegria que experimenta na conversão e na vida nova, indicando o horizonte estupendo de vida, que se abre a partir da comunhão com Ele” (DGAE 2019-23 n. 19).

Vem a minha mente o que já há alguns anos as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil chamavam a atenção para as exigências da evangelização que surgem não só como pressupostos, mas também como um caminho para tornar o anúncio do Evangelho eloquente, capaz de ecoar fortemente na vida das pessoas.

A primeira exigência é o serviço – colocar-se a serviço; oferecer ajuda e dedicar atenção às pessoas é a primeira condição para que a presença evangelizadora desperte o interesse e a atenção das pessoas;

A segunda exigência é o diálogo – capacidade de escutar em profundidade, e perceber os anseios que brotam da escuta atenciosa ao outro. Para dialogar é necessário o esforço em compreender o outro, capacidade de compreender os seus anseios e as suas dores, partilhar sua esperança e alegria.

A terceira exigência é o anúncio – já o Papa São Paulo VI afirmava: “Não haverá nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados” (Evangelii Nuntiandi, n.22).

E, finalmente, a quarta e última exigência é o testemunho de comunhão - é com a vida fraterna das comunidades, o testemunho de santidade dos seus membros com as obras de misericórdia, a solidariedade com os sofredores, e com o anúncio explicito e incansável de Jesus Cristo, que a Igreja manifesta ao mundo “as razões da vossa esperança” (DGAE 2019-23 n. 20).

Acredito que as exigências da evangelização podem ajudar-nos a prosseguir neste esforço de ir ao encontro daqueles que estão mais afastados, para com eles formar pequenas comunidades eclesiais missionárias onde a Palavra, o Pão, a Caridade e a Missão sejam os pilares das suas vidas.

A missão, portanto, continua agora com a escuta dos missionários para, a partir das suas experiências, não sermos apenas uma Igreja que visita, mas nos tornarmos Igreja que é presença que transforma.

Que a Mãe Aparecida sempre atenta às necessidades dos outros e sempre pronta a indicar seu Filho como o Salvador esperado nos ajude a anunciar e testemunhar com a nossa vida a beleza de ser Igreja “em saída”, pronta a servir, dialogar, anunciar e testemunhar a alegria de viver em comunidade, como irmãos e irmãs.

Dom Milton Kenan Júnior
Bispo de Barretos

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Jornalista responsável:
Julio César Faria
Julião Pitbull - MTB 53113

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