Olimpia 24 Horas

BARRETOS - ´Para que n´Ele nossos povos tenham vida - Primeira Carta de João`

Postado em: 09/09/2019 Por Dom Milton Kenan Júnior/Bispo de Barretos

Caríssimos (as) diocesanos (as),

A cada ano, a Comissão Episcopal para a Animação Bíblica da Vida e da Pastoral da CNBB propõe um livro bíblico para ser aprofundado nos círculos bíblicos, grupos de reflexão, pequenas comunidades e até mesmo nos grupos de catequese em cada paróquia.

Neste ano, com o tema: “Para que n´Ele nossos povos tenham vida – Primeira Carta de João”, e o lema “Nós amamos porque Deus primeiro nos amou” (1Jo 4,19) a escolha recai sobre a Primeira Carta de João.

Trata-se de um texto do final do primeiro século cristão cuja autoria é atribuída ao Apóstolo São João. De fato, os termos, os temas, a dinâmica do texto lembra bastante o Evangelho de São João. A intenção do autor nos dois textos é “para que vocês acreditem que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, acreditando, vocês tenham vida no nome dele” (Jo 20,31).

Escritos em épocas diferentes, cada um dos textos (o Evangelho e a 1ª Carta de João) apontam para realidades distintas. Nesta Carta, João dirige-se a um grupo, de igrejas ligada diretamente a si, constituído de pagãos e de judeus convertidos ao cristianismo.

Há neste período grande dificuldade em admitir que o Filho de Deus tenha se tornado homem. E, além disso, era comum os que afirmavam que o que importava era chegar ao mais completo conhecimento de Deus para poder amá-Lo e agradar-Lhe sem dar muita importância ao amor.

Encontramos, então, diversas vezes a afirmação de João de que “quem reconhece que Jesus cristo veio na carne, esse vem da parte de Deus” (1Jo 4,2).

Cada capítulo é uma espécie de homilia ou meditação onde se exorta à comunidade sobre os perigos de uma compreensão errada de Jesus e a necessidade de conversão para um testemunho autentico da fé. Isso por meio do amor ao próximo. O amor nos aproxima de Deus: “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1Jo 4,8).

Nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE 2019-2023) os bispos falam do amor como o sinal por excelência capaz de relevar ao mundo a presença de Cristo na sua Igreja: “Com a vida fraterna das comunidades, o testemunho de santidade de muitos dos seus membros – que é “o rosto mais belo da Igreja” e reflexo da “santidade de Deus neste mundo”(GeE n.9 e 12) com as obras de misericórdia, a solidariedade com os sofredores, a colaboração na construção de uma sociedade justa e pacífica e, sobretudo, com o anuncio explícito e incansável de Jesus Cristo, a Igreja manifesta ao mundo a razão da vossa esperança (1Pd 3,15)” (n. 20).

“Contemplando Jesus como o “rosto humano de Deus” compreendemos o quanto somos amados por Deus que” enviou ao mundo o seu Filho para que todo o que nele crê tenha a vida eterna” (Jo 3,16); e, ao mesmo tempo que “Jesus entregou sua vida por nós, portanto também nós devemos entregar a vida pelos irmãos” (1Jo 3, 16).

À luz da mensagem da Primeira Carta de João nos preparemos para as visitas missionárias que ocorrerão no próximo mês. Tendo reconhecido o amor de Deus em Cristo, possamos irradiar este amor indo ao encontros daqueles que estão mais distantes e são os que mais necessitam ser alcançados pelo amor do Pai.

Dom Milton Kenan Júnior Bispo de Barretos


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Jornalista responsável:
Julio César Faria
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