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55º FEFOL - Grupo Boi de Nina Rodrigues, do Maranhão, estreia na Capital Nacional do Folclore

Postado em: 17/07/2019

O bailado na ponta dos pés já está afinado para a estreia do Boi de Nina Rodrigues, do Estado do Maranhão, no Festival do Folclore da Estância Turística de Olímpia.

Mas não é só o jeito típico de dançar e a caracterização das índias do grupo que estão “no ponto”. Orquestra, vaqueiros, miolos de boi e demais brincantes realizam os últimos ensaios antes das apresentações na Capital Nacional do Folclore, de 3 a 11 de agosto.

“Estamos ansiosos para conhecer o maior Festival do Folclore do país e representar nosso Estado, levando nossa cultura e nossa tradição”, comemora a diretora do grupo, Concita Braga.

O Boi de Nina Rodrigues foi criado no município de Nina Rodrigues, Antiga Vila da Manga, distante de São Luís 180 km, situado entre as margens dos rios Preto, Munim e Iguará. A cidade está intimamente ligada à história do Maranhão, pois foi em suas terras que no dia 13 de dezembro de 1838, iniciou-se um dos maiores movimentos revolucionários da época, a Guerra da Balaiada, fato este que está presente em inúmeras manifestações culturais e artísticas do povo do município.

Em 28 de março de 1989, com o intuito de preservar e resgatar os traços culturais e remanescentes do município, Concita Braga iniciou uma pesquisa dentro da comunidade de Nina Rodrigues, para identificar qual das manifestações popular/cultural representaria com maior dignidade as histórias, os costumes e valores de um povo.

Assim, o Bumba-Meu-Boi foi caracterizado como a mais tênue expressão artístico-cultural, surgindo, então, o Boi de Nina Rodrigues “Brilho da Balaiada”. O grupo vem, desde 1990, desenvolvendo junto ao povo maranhense o resgate cultural através da música, poesia e da arte, na perspectiva de não deixar morrer a historia e a cultura. Desde então, o Boi de Nina Rodrigues, com 25 anos de existência, gravou 5 vinis e 22 CDs, mantendo-se como “modelo” para os demais grupos culturais em suas coreografias harmônicas e ritmadas, sendo pioneiros na introdução de novos instrumentos não utilizados até então em Bumba Boi de Orquestra, sem perder, no entanto, suas raízes preservando suas características regionais.

A TRADIÇÃO

O enredo da festa do Bumba-Meu-Boi resgata uma história típica das relações sociais e econômicas da região durante o período colonial, marcadas pela monocultura, criação extensiva de gado e escravidão, mesclando a cultura europeia, africana e indígena. Numa fazenda de gado, o escravo Pai Francisco mata um boi de estimação de seu senhor para satisfazer o desejo de sua esposa grávida, mãe Catarina, que quer comer a língua do boi. Quando descobre o sumiço do animal, o senhor fica furioso e, após investigar entre seus escravos e índios, descobre o autor do crime e obriga pai Francisco a trazer o boi de volta.

Coquitéis e curandeiros (pajés) são convocados para salvar o boi e, quando o boi ressuscita urrando, todos participam de uma enorme festa para comemorar o milagre.

O atual modelo de apresentação dos bois não narra mais toda a história do 'auto', que deu lugar à chamada 'meia-lua', de enredos simplificados. Considerada a mais importante manifestação da cultura popular do Maranhão, tem seu ciclo festivo dividido em quatro etapas: os ensaios, o batismo, as apresentações públicas ou brincadas, e a morte.

O Bumba-Meu-Boi envolve a devoção aos santos juninos São João, São Pedro e São Marçal, que mobilizam promessas e marcam algumas datas comemorativas.

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Jornalista responsável:
Julio César Faria
Julião Pitbull - MTB 53113

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